Tenho ouvido falar muito sobre respeito por aí. Com a sociedade impregnada por valores como sustentabilidade e preservação ambiental, além do fato de diversas gerações estarem convivendo juntas no mercado de trabalho, a palavrinha tem sido mais pronunciada do que nunca. Mas será que ela é levada a sério, na mesma medida, em forma de atitudes?
Quando penso nos jovens com os quais convivo, sinto que a resposta para a questão acima, infelizmente, é não. Por mais que essa geração insista que é preciso haver tolerância, troca de opiniões e aprendizado mútuo, percebo que, cada vez mais, o discurso não condiz com a prática.
Vejo muitas pessoas mais velhas sendo desrespeitadas pelos Ys, por mais que tenham experiências e muitas histórias para contar. O argumento dos jovens é que o tempo é curto e, portanto, não podem esperar que seus pais, avós, chefes ou professores tenham a paciência de que precisam para oferecer conselhos ou compartilhar suas vivências.
Tudo é sempre corrido demais, tarde demais e cada vez menos aspectos como atenção, compreensão e reserva de tempo a ser gasto com os mais velhos, seja para contar alguma coisa ou ouvir da outra parte, torna-se escassa.
É fácil e cômodo, então, pregar novas prioridades para o século XXI quando, na verdade, os jovens precisam se voltar a valores tanto da fámilia, da vida e dos estudos, antes de qualquer outra coisa a Deus. Tudo começa quando eles conseguem olhar para o que está ao lado e lhe permite sentir o respeito oferecido por eles.
Por experiência própria, sabemos que palmadas não resolvem, nem mesmo acalmam o conflito. Precisamos de um diálogo claro, de limites, que mostrem ao jovem qual é o seu lugar, ensinando por que valorizar e respeitar o outro é importante e essencial.
Rafinha

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